31/12/09

Feliz Ano Novo!!!



Pois é, chegamos ao último dia do ano... agradecemos a todos os nossos amigos, seguidores e leitores o carinho, a companhia, os comentários, enfim, obrigada por tudo!!! Ano que vem estamos de volta e queremos todos aqui com a gente, ok??? rsrsrsrs

Que venha 2010, cheio de coisas boas, que seja um ótimo ano pra todos nós!!!

Um super beijo pra todos e feliz ano novo!!!!!

29/12/09

O desafio da adoção “especial”



Um casal de gêmeos de 1 ano de idade – ela com síndrome de Down –, vítima de abandono e maus-tratos, espera por um desfecho feliz em Ponta Grossa. Há dois caminhos para que os bebês encontrem carinho e amor: ou a mãe, com depressão profunda e problemas renais, precisará de ajuda para cuidar dos filhos ou uma família terá de aceitar o desafio de adotar os irmãos.

Como os nomes verdadeiros das crianças não podem ser divulgados, elas serão chamadas aqui de Clara e Francisco – em uma alusão à novela Páginas da Vida, transmitida pela RPCTV há dois anos, na qual um casal de gêmeos foi separado no nascimento e a menina era portadora de síndrome de Down.

Na vida real, o processo de destituição do poder familiar ainda está em andamento no Fórum de Ponta Grossa. Mas a mãe das crianças não tem mais o direito de vê-las. Ela não fez acompanhamento pré-natal e teve os filhos dentro de uma ambulância. Pessoas que tiveram contato com a família contam que ela não amamentava a menina.

Clara foi enfraquecendo e foi levada ao hospital pela primeira vez com menos de um mês de idade. Depois de restabelecida, voltou para casa. Mas apenas por algum tempo. Novamente fraca, foi internada de novo. Pesava menos de dois quilos. A mãe da menina não ia visitá-la e a Justiça decidiu que ela não poderia mais se aproximar da criança. Tempo depois, por considerar que não tinha condições de cuidar dos filhos, os outros dois – Francisco e mais uma irmãzinha, de 5 anos – foram levados para um abrigo. Clara ficou três meses internada e depois também foi encaminhada para uma casa de acolhida especializada em crianças com necessidades especiais.

Caso a Justiça decida que os três irmãos não podem ficar com a mãe, o trabalho da Vara de Infância e Juventude de Ponta Grossa será o de sensibilizar uma família a adotar de uma só vez três crianças, sendo uma com síndrome de Down. “As adoções de crianças com necessidades especiais são as mais difíceis”, reconhece a juíza Noeli Reback. Mas ela reforça que qualquer mulher que engravide está sujeita a ter filhos com problemas de saúde. “É incrível o que ter uma família pode representar até para a saúde de uma criança. Conheci casos de crianças muito debilitadas, que só se desenvolveram depois que foram adotadas”, relata.

Recentemente ocorreram adoções que a juíza considera vitórias, como de filhos de soropositivos, de uma criança cega e de outra com deficiência mental. E outro final feliz está a caminho: uma menina com atraso de desenvolvimento tem uma família em espera, que quer adotá-la. Assim que for concluído o processo de destituição de poder familiar a adoção poderá ser encaminhada.

Vínculo familiar

O desfecho da história de Clara e Francisco deve demorar um pouco mais. A combinação dos problemas de saúde com o fato de serem três crianças e todos com mais de um ano de idade torna o caso mais complexo.

A lei de adoções não exige que irmãos sejam adotados pela mesma família, mas uma espécie de código implícito leva os juízes a não separar as crianças. “É o único vínculo familiar que resta. Não pode ser desfeito. Ainda mais quando são gêmeos”, explica a juíza. Há casos bem difíceis, como um grupo de quatro irmãos.

Mesmo no cadastro internacional de adoções não há procura. Em casos como esse, a Justiça aceita separá-los em dois pares, desde que as famílias adotivas se comprometam a manter o vínculo, com visitas constantes.
Amor de família alimenta e faz crescer
Há um ano e meio na fila para adotar um filho, Ana Maria esperava ansiosamente que o telefone tocasse. E num dia de junho de 2003, quando isso aconteceu, a surpresa veio acompanhada de um desafio. Recebeu a proposta para adotar gêmeos, sendo um deles com problemas de saúde. Como havia participado de reuniões do grupo de adoções necessárias e não havia feito exigências quanto às características da criança (como gênero e idade), ela já estava com o espírito parcialmente preparado. Par­­cial­­mente porque, no fundo, nunca se está totalmente pronto, comenta ela.

Atitudes para diminuir preconceitos
Em Ponta Grossa, para iniciar o processo de encaminhamento do pedido de adoção, os interessados precisam antes participar de três reuniões do Grupo de Apoio às Adoções Necessárias (Gaan). Não é uma mera formalidade. A intenção é deixar bem claro que a prioridade deve ser para as necessidades das crianças e tentar tirar dos pretendentes os preconceitos que podem estar presentes.
Filho “ideal”
Confira os resultados de um estudo sobre adoção realizado recentemente em São Paulo:

Só saudáveis...

> Metade dos candidatos não aceita adotar crianças com problemas de saúde leves e considerados tratáveis.
...e sozinhos

> E 68% não querem grupos de irmãos.

Esperança

> Por outro lado, o levantamento mostrou diminuição do preconceito, nos últimos três anos, em relação a quesitos como idade, cor da pele, problemas de saúde e adoção de grupos de irmãos.

Fonte: Gazeta do Povo

28/12/09

Recém-nascidos são resfriados para evitar sequelas neurológicas

A bióloga Karina Baratella, 30, ficou apreensiva quando viu o filho Giovanni, então recém-nascido, ser colocado em um colchão que resfriava todo o seu corpo. "Toda mãe quer aquecer seu bebê, colocar cobertor, touquinha. O meu filho ficava lá, só de fraldinha, todo gelado", recorda.

O "sacrifício" foi por uma boa causa: o bebê foi submetido a um novo tratamento que usa a hipotermia para evitar sequelas neurológicas em recém-nascidos que nascem com asfixia. Giovanni tinha nascido desfalecido e "completamente roxo". Karina teve que esperar três dias para ter autorização para pegá-lo no colo e ele ficou nove dias na UTI. Mas hoje, aos dez meses, está bem e os exames não detectaram nenhum problema.

Falta de oxigênio
 
O novo método já foi aplicado pelo Hospital e Maternidade São Luiz em 18 bebês que tiveram falta de oxigenação adequada no cérebro --o que ocorre devido a diversos problemas, como descolamento da placenta. A incidência no mundo varia de um a dois casos para cada 1.000 nascimentos, e o problema pode levar à paralisia cerebral, com sequelas motoras e cognitivas.

Pela técnica, usada só em casos moderados ou graves e no máximo seis horas após o parto, o corpo do bebê é resfriado até atingir a temperatura de 33 a 34 graus. Ele permanece assim por 72 horas. "O metabolismo cerebral diminui e, por vários mecanismos, é reduzida a morte de neurônios", resume Miriam Rika, neonatologista do Hospital São Luiz.

Estudos
 
No Brasil, a hipotermia é induzida por um colchão. Em alguns países, é usado um capacete que resfria só a cabeça. Em centros com menos recursos, pode ser feita até com gelo.

O tratamento convencional só combate as consequências do problema. "Não havia nada que atuasse na evolução da doença", diz Rika. Pesquisas mostram que o índice de mortalidade diminui de 38% para 24% após a hipotermia e as sequelas neurológicas após 18 meses, de 30% para 19%.

O método não é mais considerado experimental e vem sendo corroborado por diversos estudos internacionais.

Um estudo realizado pelo Imperial College de Londres e que será publicado na edição de janeiro do "Lancet Neurology" constatou que resfriar o corpo de bebês para 33 ou 34 graus após o nascimento em casos de asfixia ajuda a reduzir de 30% a 40% os riscos de lesões neurológicas em áreas do cérebro relacionadas ao desenvolvimento da criança.

Os pesquisadores também observaram que os recém-nascidos que foram resfriados apresentaram três vezes mais chances de ter resultado de ressonâncias magnéticas normais.
Foram avaliados 325 bebês de 2002 a 2006.


Fonte: Folha Online

Mulheres com HIV são tema de documentário brasileiro


As histórias emocionam não apenas porque revelam a rotina de quem vive há anos com o HIV, vírus causador da Aids, mas também porque lembram que a contaminação poderia ter acontecido com qualquer mulher. Silvia, Cida, Heli, Michele, Ana, Maria e Rosário não tinham vida sexualmente promíscua. Pelo contrário.

Silvia e Heli nunca tiveram outros homens além dos maridos. E, por excesso de confiança nos parceiros, nunca pediram que usassem camisinha. O documentário "Posithivas", de Susanna Lira, revela rostos de vítimas de uma estatística que preocupa: 64% das brasileiras com HIV o contraíram dos maridos ou parceiros estáveis.

O documentário vai ajudar o Ministério da Saúde a sensibilizar brasileiras para que exijam o uso da camisinha de todos os parceiros, seja um namorado efêmero ou um marido de anos. Houve uma exibição na semana passada, no Museu Nacional de Brasília, e outras serão marcadas ao longo das próximas semanas, antes do lançamento oficial. O mérito do filme está na força dos depoimentos das sete mulheres e no modo como elas enfrentam o estigma de serem portadoras do HIV.

Elas repetem, uma depois da outra, porque nunca pediram que o namorado ou o marido usasse camisinha.

- A gente acha que o amor imuniza, resume Heli.

Dona de casa, moradora do subúrbio carioca de Piedade, Heli descobriu da pior forma possível que o amor não é tão poderoso assim. Depois de 31 anos de casada, só soube que o marido tinha Aids quando ele já estava à beira da morte. Nem bem se refez do susto, descobriu que estava contaminada com o HIV. Convive com o vírus há 14 anos.

Não há médicos ou psicólogos no filme.

- A voz da ciência já foi ouvida. O filme é a chance de o público ouvir experiências de verdade, define Susanna. Para fazer "Posithivas", ela passou um ano frequentando grupos de apoio a mulheres com HIV.
 Viajou por várias capitais, conversou com mais de 30 mulheres até definir suas "atrizes".

- São mulheres que se entregam com confiança aos seus maridos e namorados. Casamento é onde nós, mulheres, nos sentimos seguras.

Muitas aceitaram dar depoimento, mas sem mostrar o rosto.

- Percebi como é grande o preconceito contra quem tem o vírus. Mas preferi só incluir mulheres que topassem mostrar o rosto. Se fizesse diferente, eu estaria ratificando o preconceito. Elas não são criminosas.

Apesar dos dramas individuais, "Posithivas" mostra mulheres que encaram o futuro com otimismo.

- Eu vi um mundo que não tem arco-íris. Mas não fiz um filme para amedrontar as pessoas. São mulheres que lutam para que a vida seja melhor para todo mundo.

Fonte: R7

Acessibilidade no trânsito da cidade de Jaú

Jaú será mundialmente pioneiro na implantação de um sistema para a acessibilidade de deficientes visuais ao transporte coletivo urbano. É o DPS2000, criado por Dácio Pedro Simões e aperfeiçoado pela Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema foi apresentado na tarde da última sexta-feira (18/12) no auditório do Ciesp pelo diretor da empresa Geraes, de Belo Horizonte, Júlio César David de Mello para o Prefeito Municipal e Primeira Dama, Presidente do Fuss e Secretária dos Direitos das Pessoas com Deficiências e Idosos.

O DPS2000 é um equipamento que através de rádio-frequência permite ao deficiente visual acionar a linha de ônibus que pretende utilizar e alerta ao motorista, através de um sinal sonoro, que no próximo ponto à frente há um deficiente visual para embarcar. Quando o ônibus pára no ponto um alerta sonoro, partindo de dentro do veículo, informa o número da linha para que o deficiente saiba que estará embarcando no ônibus correto para o seu destino.

 A Previsão de funcionamento do novo sistema nos ônibus de Jaú é até maio de 2010. Segundo a Primeira Dama, "Estamos tentando sair na frente. Pela demonstração pudemos ver que é um projeto ousado, mas que não é uma tecnologia cara. Percebemos que em valor para nós custaria em torno de R$ 18 mil da Prefeitura a proposta inicial de implementação do sistema. Nós estávamos pensando em sonorizar o Terminal Urbano de Integração, mas esse projeto é muito mais amplo e atende ao deficiente em qualquer lugar onde estiver na cidade".

O projeto prevê também palestras, cursos de formação de motoristas, e será custeado através de uma parceria inicial da Prefeitura Municipal de Jaú com a Empresa Macacari. A Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos também está buscando novas parcerias para custear a linha de produção e baratear ainda mais o preço final do produto.

Fonte: APNEM

23/12/09

Jovens vencem dificuldades e pintam com os pés e a boca

Dois exemplos de pessoas que não pararam nas limitações. Elas venceram o preconceito e conseguiram alcançar seus objetivos.
Assistam



Mensagem

Podemos passar inúmeras dificuldades, e ter de batalhar muito para alcançar certos objetivos e, ainda assim, morrermos na praia.

Podemos deixarmo-nos consumir pelo trabalho, e perder noites de sono ou deixar de passar finais de semana com a família apenas por que temos extrema necessidade de conseguir recursos para mantermos uma vida digna, ou amargarmos um período obscuro de desemprego.

Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer.

Podemos chorar com o coração partido a perda da pessoa amada ou de um ente querido.

Podemos, por tanta coisa negativa que aconteça, julgarmos que tudo sempre dar errado conosco e maldizermos nossa sorte.

Depois de tudo isto até podemos deixar passar pela cabeça a estúpida idéia de fazer uma grande besteira consigo mesmo, desde que seja exatamente assim:que tal idéia passe – e nunca mais volte, por que a Vida é Superação!

Nós não nascemos andando, não nascemos falando, nem pensando tanta bobagem - e o que não podemos em hipótese alguma é perdermos o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar, de se superar e de viver! (Augusto Branco)

São histórias assim como o Daniel, Gonçalo e nossos anjos que digo a vida é uma superação constante, onde quem é vencedor é quem luta, luta por dias melhores, luta pela vida, pelo amor, pela amizade, por uma vida digna sem piedade de ninguém, pois, somos pessoas mais que vencedoras, somos guerreiras !! É nessa guerra, nessa tropa de amor, sempre haverá uma palavra de carinho, conforto, de luta e esperança !!

É nesse clima de fé, que desejo a todos os meus amigos e membros um Feliz Natal e um Prospero Ano Novo cheio de realizações, saúde, paz e amor.

São os votos de
Cris e Bruno

22/12/09

Qualificação Profissional


A Associação Brasileira de Pessoas com Deficiência (ABPcD) em parceria com o Instituto Aprender e Trabalhar esta recrutando Pessoas com Deficiência nas principais cidades brasileiras para participarem do Programa Nacional de Qualificação Profissional para Pessoas com Deficiência, são mais de 1.700 vagas em todo o Brasil. Este programa tem como foco Pessoas com Deficiência física, visual, auditiva, múltipla e intelectual leve que desejam conquistar uma especialização profissional para ingressar no mercado de trabalho.

Os cursos são para as áreas de Tecnologia, Desenvolvimento de software, Atendimento, Telemarketing e Call Center, Assistente Administrativo, Promotores de vendas para lojas, Consultores em Seguro, Separador de mercadorias para supermercados e Estoquista. De acordo com o presidente da ABPcD, Enilson de Moraes, não é preciso ter experiência anterior. "O treinamento é gratuito e não exigimos experiências. Nós treinamos pessoas com qualquer tipo de limitação, com a única exigência de que ela seja produtiva. O candidato aprovado, após ingressar no programa, será treinado na função especifica que ele irá atuar. Uma vez empregado, as empresas empregadoras oferecem treinamento continuo e benefício que lhe permite cursar uma faculdade ou outra especialização", diz Moraes.

As pessoas são treinadas na própria cidade onde elas se encontram, nos telecentros do Ministério da Indústria e Comércio com os quais a ABPcD matém parceria São mais de 700 salas de aulas pelo Brasil. Após o cadastramento do candidato no portal da associação são agendadas entrevistas e testes. O objetivo é identificar em cada candidato qual é a sua vocação profissional. Uma vez identificada, o candidato é encaminhado para o treinamento que corresponde ao seu perfil. Ao ingressar no programa, a pessoa já é contratada por uma das empresas.

"Hoje, nós temos abertas 1700 vagas para atender um grupo de empresas, entre elas grandes bancos e indústrias de varejo. Quando o candidato passa pelo processo de entrevistas, nós identificamos se o perfil dele é para atuar em área administrativa, em um callcenter, tecnologia, ou varejo. Uma vez identificado ele é qualificado já para atender uma empresa especifica. O candidato passa por um treinamento que dura cerca de três a quatro meses dependendo da área de especialização dele", explica Moraes.

Para participar do Programa Nacional de Qualificação Profissional para Pessoas com Deficiência é preciso o acessar o portal www.abpcd.org.br e cadastrar seu currículo ou informações através do e-mail info@abpcd.org.br

Saiba mais sobre o Instituto Aprender e a ABPcD
O Instituto Aprender existe desde 2006. Cabia a ele também as atividades de recrutamento, seleção, consultoria a empresas na área da diversidade e qualificação de pessoas com deficiência. A ABPcD foi criada,há seis meses, por um grupo de pessoas em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, onde foram centralizadas todas a atividades que envolvem a prestação de serviços a empresas e treinamento de pessoas com deficiência. E o Instituto Aprender ficou com a responsabilidade da qualificação profissional por ser uma instituição de ensino.

Segundo o presidente da ABPcD, Enilson de Moraes, há muitas empresas com grandes demandas de vagas de trabalho e hoje é difícil encontrar pessoas com deficiência qualificadas para o mercado. "A opção é qualificar essas pessoas. Hoje o profissional com deficiência não quer apenas o emprego, mas também uma oportunidade para se desenvolver profissionalmente e esse programa que oferecemos passou a ser um atraente para que o candidato ingresse nesse projeto", diz Moraes. "Existe uma lei de cotas a cumprir, então existe uma preocupação em preparar pessoas com deficiência para preencher as vagas de trabalhos existentes, além de prepará-la também para uma convivência no ambiente corporativo."


O Programa Nacional de Qualificação Profissional para Pessoas com Deficiência existe há cerca de dois anos. De lá para cá já treinou e empregou 1.130 pessoas para diversas áreas desde programadores de computadores para bancos e empresas de varejo. O programador Marcelo, que cego de nascença, passou pelo treinamento do programa da ABPcD e hoje está no mercado de trabalho. "Quando o Marcelo ingressou em nosso programa, ele nos mostrou que tinha um sonho, ser um programador de computador. Foi um grande desafio, qualificá-lo para a função, mas adequamos nossa metodologia de ensino. Segundo Moraes, além de Marcelo, outras 37 pessoas com deficiência visual, conquistaram esta especialização, e hoje trabalham na área de software do banco HSBC como programadores especialistas na linguagem Java e Cobol.

"O nosso objetivo como ABPcD, não é atuar como agência de emprego para pessoas com deficiência , mas sim oferecer a elas uma oportunidade para que possam se qualificar e ingressar no mercado de trabalho com dignidade. Como associação oferecemos muitos serviços e informações para esse publico. Nosso objetivo é ter em cada cidade de médio porte, uma unidade da ABPcD, onde o presidente regional terá como missão de defender os direitos da pessoas com deficiência em seu município, invocando as autoridades para que cumpram a lei em relação a acessibilidade e serviços. Do outro lado, para as empresas oferecemos uma solução completa que envolve Recrutamento, Seleção, conscientização de equipes, consultoria em acessibilidade e mapeamento de funções."



Fonte: Boletim Sentidos


Benefício assistencial

Menor deficiente pode receber benefício assistencial, mesmo com renda per capita familiar superior a ¼ do mínimo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu provimento a recurso especial que permitiu a uma menor, em Minas Gerais, o benefício previdenciário da prestação continuada mesmo com o seu núcleo familiar tendo renda per capita superior ao valor correspondente a um quarto do salário-mínimo. A menor, Y.G.P.S., é deficiente visual, tem problemas neurológicos e família carente. O tribunal realizou o julgamento mediante o rito do recurso repetitivo e considerou que a interpretação da Lei n. 8.213 - que dispõe sobre planos e benefícios de previdência social - deve levar em conta "o amparo irrestrito ao cidadão social e economicamente vulnerável".


No caso em questão, Y.G.P.S. é portadora de doença congênita que a torna incapaz para a vida laborativa e independente, conforme parecer do Ministério Público. A família, formada por quatro pessoas, sobrevive com o salário do pai, mecânico, que é de R$ 400. Ocorre que esse valor, se dividido, é maior que um quarto do salário mínimo (se considerada a renda per capita da família). Ou seja: supera o limite estabelecido pela Lei n. 8.742/93. Apesar disso, devido às suas condições, a menor precisa de cuidados constantes de outra pessoa para auxiliá-la em sua higiene pessoal, alimentação e vestuário. Sem falar que a família não possui imóvel próprio e mora numa casa cedida pela Igreja Restauração.


Conforme o argumento do advogado de Y.G.P.S., no recurso, a limitação do valor da renda per capita familiar não deve ser considerada a única forma de se comprovar que a pessoa não possui outros meios para prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. Uma vez que representa apenas um elemento objetivo para se aferir a necessidade da pessoa. Além disso, o relator do processo no STJ, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, entendeu que, de acordo com o Código de Processo Civil (CPC), em âmbito judicial prevalece o princípio do "livre convencimento motivado do juiz" e não o sistema de tarifação legal de provas. Motivo pelo qual essa delimitação do valor não deve ser tida como um único meio de se atestar a condição de miserabilidade do beneficiado.


Em seu voto, o ministro lembrou ainda que a controvérsia no incidente de uniformização em relação ao tema diz respeito justamente ao requisito econômico referente à renda mensal da família. É que o Supremo Tribunal Federal (STF) já declarou, por maioria de votos, a constitucionalidade dessa limitação. O STJ tem precedentes que destacam a possibilidade de comprovação da necessidade da pessoa por outros meios. "Diante do compromisso constitucional com a dignidade da pessoa humana, especialmente no que se refere à garantia das condições básicas de subsistência física, entendo que esse dispositivo deve ser interpretado de modo a amparar irrestritamente o cidadão social e economicamente vulnerável", enfatizou o ministro Napoleão Nunes.


Fonte: Boletim Sentidos

Joystick ajuda deficientes visuais a adquirir independência e autonomia

Um novo software desenvolvido por pesquisadores israelenses permite que deficientes visuais possam "navegar" em realidades virtuais através do tato, preparando-se, dessa maneira, para enfrentar ambientes reais sem ajuda de terceiros. Para garantir essa percepção, a Dra. Orly Lahav, da Universidade de Tel Aviv, criou o BlindAid, ferramenta que é conectada a um joystick para proporcionar ao usuário percepções do real através de sensações tácteis.

Navegando com o joystick num ambiente virtual, o usuário sente uma sensação física de tensão sob seus dedos; por exemplo, o dispositivo fica rígido quando se encontra um muro ou barreira pela frente. O software também é programado para emitir sons, como toques de telefones ou ruído de máquinas de café. "Essa ferramenta leva o deficiente a 'tocar' e 'ouvir' objetos virtuais e aprofundar seu senso de espaço, distância e perspectiva", diz a dra. Lahav. "Com o joystick, ele pode 'sentir' edifícios, caminhos e obstáculos, inclusive navegar dentro de um shopping ou de um museu como o Louvre antes de explorá-lo de verdade", completa a pesquisadora.

Mais informações através do link: http://www.israel21c.org/technology/the-joystick-as-virtual-white-stick-for-the-blind
 
Fonte: Boletim Sentidos

21/12/09

21 de dezembro - Dia do Atleta


Edmar é um exemplo de superação
Do grego “athletés”, que significa “lutador”, a palavra atleta é o termo utilizado na língua portuguesa para denominar quem pratica esportes ou tem capacidade física acima da média. A denominação surgiu na Grécia e na Roma antigas, onde era utilizada especialmente para os praticantes do atletismo.

Por esta definição, qualquer um que pratica atividade física regularmente é um atleta. Vale para o Usain Bolt, o Roger Federer, o Felipe Massa, a Daiane dos Santos, o cara que joga pelada com os amigos toda semana e até mesmo para o executivo que troca o elevador pelas escadas do prédio.

Aqui no Brasil, comemora-se o Dia do Atleta em 21 de dezembro. A data foi instituída em 1961, pelo então presidente Jânio Quadros. Entre as justificativas para o decreto, ele afirmava que aos atletas “são devidas as homenagens de todos”.

E são mesmo. Especialmente para quem faz do esporte um estilo de vida e se torna exemplo para muita gente. É o caso do corredor ituano Edmar Wilson de Souza. Com 34 anos dedicados à corrida, ele conseguiu recentemente o feito de ser o primeiro atleta de Itu a completar o percurso da Maratona de Nova York. Com um detalhe: Edmar é deficiente físico, o que – apesar das políticas de inclusão da atualidade – torna tudo um pouco mais difícil.

“Ser atleta é ser autêntico, ser você mesmo, é buscar sua própria identidade, ser comprometido, dedicar-se por inteiro pelos seus sonhos, superando sempre seus próprios limites e nunca desistindo”, é a definição de Edmar. E são palavras ditas com uma certeza de quem tem experiência no assunto: “Ao longo de muitos anos entendi que o importante não era disputar provas para ganhar ou vencer concorrentes, mas sim chegar até o fim, superar as dificuldades do percurso e aprender com cada desafio. O grande prêmio é a conquista de uma vida com saúde”.

Com a experiência acumulada e a vida de autodidata, Edmar também se dedica, hoje em dia, a ensinar pessoas que queiram iniciar no atletismo. E como um deficiente físico que já sofreu muito na pele o peso do preconceito, ele sabe bem como o esporte é capaz de promover a tão famosa inclusão social. “A atividade esportiva, além de priorizar a disciplina, ajuda a desenvolver o controle motor e emocional, capacita para a atuação em equipe, melhora a saúde física e a autoestima, e promove a interação do indivíduo com o grupo social e com a sociedade de forma geral, enfatizando as relações de convivência e incorporando valores considerados socialmente positivos”, explica.

Vida regrada, disciplina, treinamentos duros. Não é fácil a vida de um atleta de alto nível. Ainda mais quando, além de dar conta deste puxado dia-a-dia, ele precisa correr um pouco mais, desta vez em busca de patrocínios. Ou lutar contra fatores políticos que podem prejudicar a sua carreira, como no caso de Edmar. Ele reclama das regras colocarem numa mesma categoria atletas com paralisia do membro superior, como é o seu caso, com outros que têm “apenas uma lesão no dedo. Parece até piadinha, mas não é. Existe muito favorecimento”, denuncia.

Mas, de superação em superação, passo após passo, Edmar vai – literalmente – trilhando seu caminho. Ou se pode duvidar de quem sai de casa mancando, vítima de uma lesão no Tendão de Aquiles, e volta com o orgulho de ter completado a Maratona de Nova York? É por essas e outras que não se enxergam os limites deste atleta, que já planeja a realização do próximo sonho: correr as Olimpíadas de 2012, em Londres.

Fonte

20/12/09

Aproveite o Natal para sonhar


Dicas de uma psicóloga...

Sonhos! Sonhos de quando éramos crianças ou agora que somos adultos, sonhos grandes ou pequenos, não importa, o mais importante é saber por onde andam seus sonhos, você sabe? A época do Natal nos remete à magia de sonhar. Quantos de nós deixamos no passado tudo aquilo que sonhamos um dia realizar? Quantos não se permitem mais sonhar? Quantos sequer se lembram mais dos sonhos de olhos abertos, onde os pensamentos divagavam por lugares desconhecidos? Mas já na maturidade nos perguntamos em momentos raros de reflexão: "o que fiz da minha vida?" Quantos de nós abandonamos nossos sonhos para viver os sonhos de outra pessoa? Não quero me referir a um saudosismo que nada pode mudar seu presente, mas aos sonhos que nos faz sentir vivos, e que podem ser despertados e, porque não, realizados.

Qual a diferença entre aqueles que conseguem o que um dia desejaram e os que nada conseguiram? Sorte? Estar no lugar certo, na hora certa? Oportunidade? Dinheiro? Cada um pode ter sua própria resposta, mas creio que o diferencial é acreditar! Acreditar independente das circunstâncias, sem parar em cada obstáculo que surgir, mas acreditando que cada dificuldade tem a capacidade de nos tornar mais fortes e determinados. As pessoas, infelizmente, se acomodam nas situações por mais destrutivas e insatisfatórias que sejam, muitas vezes, sem nada fazer para mudar sua realidade. Ficam em sua zona de conforto, usufruindo de vantagens secundárias, as quais permitem que permaneçam nos mesmos lugares, sem assim terem que enfrentar o tão temido novo, desconhecido, que causa medo, desconforto e paralisação.

As pessoas se acomodam, se acovardam, diante de pequenos ou grandes obstáculos, quando na verdade, deveriam, e poderiam, se fortalecer. Isso ocorre muitas vezes porque no íntimo não acreditam em si mesmas, e muito menos na própria capacidade de mudar situações, quem dirá mudar a vida! Menos riscos, menos erros? Com certeza! Jung dizia: "A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente". Essa frase nos faz refletir muito! Sem erros nada aprendemos, nada crescemos. Quem se permite errar? Com certeza poucas pessoas. Tendemos a ser muito críticos e rígidos, perdendo assim a oportunidade de evoluirmos, caso fossemos um pouco mais flexíveis conosco e com as outras pessoas.

O Natal realmente nos deixa mais sensibilizados, tocando em nossos corações de maneira única. Por que não aproveitarmos esse momento para despertarmos os sonhos que estão adormecidos dentro de nós? Vá até seu passado, sua infância... Naquela época não havia medo, apenas a certeza daquilo que se desejava. Quais eram seus sonhos? Quais deles você realizou? E hoje, quais são seus sonhos? Pode ser apenas um, mas deve existir! Por que se acomodar, culpar os outros por não ter ido adiante? Não, você não vai dizer que abriu mão daquilo que mais queria porque seu pai, sua mãe, irmão, irmã, chefe, enfim, porque alguém não deixou.

Assuma para si mesmo a responsabilidade e, principalmente, o desejo de que agora será diferente. Abandone o papel de vítima, o comodismo, a zona de conforto e se permita voltar a sonhar! E o mais importante: se permita realizar! Sonhe com os olhos fechados, abertos, deitado, em pé, mas sonhe! E depois de ter despertado seus sonhos, reflita qual a maneira de torná-lo realidade. Você não precisa, e nem deve, contar para ninguém o que pretende fazer, simplesmente arregace as mangas e acredite! Diga a si mesmo: "Eu posso, eu consigo, pois acredito acima de tudo em mim mesmo e na minha capacidade em realizar meus próprios sonhos!"

Programe seu Natal da maneira que deseja, e ainda que esteja, ou fique só, não se lamente por isso, mas aprenda a gostar da sua própria companhia. Ao pensar no ano de 2010, visualize conquistando cada um de seus sonhos em cada dia do próximo ano da maneira que deseja para que seja feliz! Não, a idade não está ligada a suas conquistas, a limitação quem impõe é você mesmo através de seus pensamentos limitadores e negativos. Mude e jogue fora tudo que te deixa para baixo, triste, deprimido, te faz mal, machuca e destrói. Tenha consciência que a realização de cada sonho dependerá de sua perseverança, por isso, não tenha dúvida, medo, mas sim a determinação necessária para alcançar todos os seus sonhos!

Fonte: Vya Estelar

Entrega estratégica no Papai Noel dos Correios


Em cada Natal, o Papai Noel dos Correios escolhe as cartas mais especiais, com pedidos emocionantes, para que sejam atendidas pessoalmente pelo “bom velhinho”. Este ano, entre as selecionadas, uma mereceu destaque: a do pequeno Moisés, de 6 anos, que revelou seu maior sonho: ser um bombeiro e salvar muitas vidas.


Sensibilizados com o pedido, os Correios de Alagoas, juntamente com o Papai Noel, e em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, atenderá a cartinha do menino Moisés e proporcionará para ele, além de um lindo carrinho temático, um dia como bombeiro – o profissional que salva vidas. Com isso, nesta segunda-feira, dia 21/12, às 9h, o Papai Noel dos Correios sairá da Agência Central (na Rua do Sol), numa van ornamentada, em direção à casa das crianças para realizar a entregas estratégicas , inclusive a de Moisés.


Para os que estiverem interessados em acompanhar esta ação social, nossa equipe de comunicação estará à disposição durante todo o dia para atendê-los. Os interessados em obter mais informações podem entrar em contato conosco através dos fones listados no rodapé deste e-mail. Os colegas de imprensa têm a opção de nos acompanhar na saída da Agência (às 9h) ou aguardar no prédio do Corpo de Bombeiros, no Trapiche, a chegada de nossa van com o menino (às 9h30).


O pequeno Moisés será o primeiro a ser atendido. Ele entrará no universo da corporação e aprenderá de forma lúdica, e com muitas aventuras, o dia-a-dia e atribuições de um bombeiro militar. Garantir um Natal muito mais feliz e cheio de esperanças é o nosso principal mote. Um sorriso no rosto de uma criança não tem preço.
A cartinha do Bruno já está lá, derepente o bom velhinho, vem nos visitar apartir de amanhã, fiquem na torcida !!!!
Bjos
Cris e Bruno


fonte

Decoração de Natal em São Paulo


Este ano, são cerca de 35 milhões de microlâmpadas, 3,5 mil refletores e 25 km de mangueiras iluminadas espalhadadas em mais de 120 km de vias na capital. A Prefeitura gastou R$ 5,9 milhões para garantir a decoração na cidade.


Além da avenida Paulista e Ibirapuera, destacam-se as decorações no Museu Paulista, Patteo do Colégio, Vale do Anhangabaú, Ponte Estaiada e Represa do Guarapiranga.



O Natal é na próxima sexta-feira, 25, e este fim de semana está repleto de opções para quem já vive o clima natalino. O CN Cultural separou algumas dicas para você aproveitar com a família.


Coral natalino

Um Festival de Corais de Natal alegra as noites paulistas neste fim de semana. No repertório, músicas natalinas e eruditas. As apresentações gratuitas começam às 18h, na Avenida Paulista.


Presépio do Pipiripau

A opção cultural para os mineiros é o tradicional Presépio do Pipiripau. São 45 cenas móveis que narram o nascimento, vida, morte e ressureição de Cristo. O presépio está no Museu de História Natural que fica na Rua Gustavo da Silveira, no Bairro Santa Inês.


Teatro

“Um presente de Natal” é o espetáculo que agita a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, neste fim de semana. O evento gratuito vai ser encenado na Praça da Árvore, no Bairro Mirassol, ao lado da árvore de Natal, a partir das 19h.


Vale a pena conferir, eu fui ontem é a coisa mais linda do mundo, os olhinhos do Bruno não paravam de brilhar, foi uma noite dos sonhos !!!!








19/12/09

Aline tem todo o tempo do mundo

Como a vida de uma jovem tetraplégica moradora há oito anos de um hospital no Rio é suavizada pela internet e pelo carinho da equipe médica


Ela tem o mesmo nome da atriz que emociona o público no horário nobre, na pele de uma moça tetraplégica, e, assim como ela, está presa ao leito de um hospital. Aline Korb Mendes mora no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro. Aos 17 anos, uma meningite deixou como sequela uma lesão na medula, fazendo com que perdesse os movimentos dos braços e das pernas. Apesar de lúcida e saudável, ela jamais pôde voltar para casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os pais, empregada doméstica e pedreiro, não têm condições de manter a estrutura de que ela precisa para se manter viva. Como sua lesão foi na parte alta da medula, a atividade de seu diafragma é pequena. Para respirar, ela precisa de um aparelho chamado ventilador, ligado a sua traqueia. Também necessita de ajuda para alimentação, limpeza, exercícios – e até para atitudes simples, como coçar o nariz.


Na placa acima da cama, indicando que aquele é o leito 6, constam seu nome e a data de sua internação: 27 de fevereiro de 2001.Uma semana antes, incomodada com uma fortíssima dor de cabeça, Aline havia sido levada ao médico pela mãe. Depois de exames em outros dois hospitais, ela foi operada de emergência no Pedro Ernesto. Quando voltou a si, estava tetraplégica. E assim ela tem vivido desde então. Aos 26 anos, o hospital é sua casa, a equipe médica faz as vezes de família e o mundo exterior – aquele que ela não pode visitar – chega até Aline pela internet.

Ela tem e-mail, MSN e Orkut. Comanda o laptop com estalos de língua

“É tudo muito devagar, mas eu tenho todo o tempo do mundo, né?”, diz ela, num sussurro modulado pelo aparelho de respiração. Há pouco mais de um ano, Aline descobriu a internet. Por meio de uma professora voluntária que a ajudou a desenvolver a leitura, ganhou um laptop com um programa específico para deficientes, cujos comandos obedecem ao estalar da língua. Para escrever, o cursor da tela se move pelas letras e, com um microfone, ela faz o estalo quando chega à que lhe interessa. Hoje ela usa e-mail, MSN e tem uma página no Orkut. Aline perde o amigo, mas não perde a piada. Seu bom humor impressiona. Ela faz careta para o fotógrafo enquanto fala da paixão pelo ator Márcio Garcia. “Não tem homem mais lindo no mundo. Pena que é casado”, afirma. Sua pequena baia no CTI é um oásis no meio das outras, de pacientes em coma, entubados, brigando com a morte. Ali tudo é colorido: a colcha felpuda cor-de-rosa, as almofadas de coração, os bichinhos de pelúcia. Fotografias da família e dos amigos na cortiça e nos porta-retratos. Aline nunca perdeu a vaidade: as enfermeiras a penteiam e maquiam, a seu pedido. Faz questão de ser depilada e nunca dispensa o perfume. Sua saída para o quarto nunca aconteceu porque ela precisa de atenção ininterrupta, e o hospital estadual só tem tal estrutura no CTI. Uma vez por semana ela pega sol no pátio, na cadeira de rodas.


As visitas da família são raras. A mãe, Regina, está desempregada. O pai, Manoel, faz bicos. “Para ir e voltar, gasto R$ 12”, diz Regina, de 47 anos, que está à procura de trabalho. Aline tem três irmãs, duas delas com filhos, que também aparecem pouco no hospital. “Sei que é caro eles virem até aqui. Mas acho que também é porque sofrem me vendo assim”, afirma. Em 2007, dias antes do Natal, amparada por um esquema da própria equipe do hospital, ela passou uma tarde na casa dos pais – aonde não ia havia quase sete anos. “Não me senti confortável”, diz. “Tinham feito obras, tudo estava diferente, me senti bem estranha de não saber o que acontece na casa onde eu morava.” A mãe também não conseguiu aproveitar a visita. “Foi um entra e sai, os vizinhos querendo vê-la. Eu tive medo de ela passar mal”, diz Regina. Aline não sabe se vai de novo. E nem se gostaria de voltar para lá definitivamente. Entre os motivos, o apego ao “pessoal do CTI”. Não é clichê dizer que eles são hoje sua família. Foram eles que deram tudo o que ela tem hoje: a decoração do quarto, o DVD, os cremes e os sabonetes cheirosos, o frigobar em que ela coloca as guloseimas – seu maior prazer. Além do mais puro afeto.


Além da enfermeira, Aline tornou-se amiga da professora Lúcia Guimarães, que faz um programa de alfabetização nos hospitais estaduais do Rio de Janeiro. Em um dos últimos encontros, elas falaram sobre a diferença entre independência e autonomia. “Expliquei que autonomia é o reconhecimento dela como pessoa: alguém que tem vontade, desejo e se manifesta, se faz respeitar, apesar de estar presa a uma cama”, diz a professora. “Outro dia ela estava no computador e uma enfermeira quis que ela tomasse banho às 9 horas. Mas o horário da higiene é 11 horas. Ela pediu explicações. Como não havia, disse que não tomaria. E foi respeitada”, afirma. Foi Lúcia quem sugeriu o Livro da Vida, em que Aline fala de si, da tragédia que enfrenta, de seus sentimentos, de seus gostos e prazeres. “Cantora: Ivete Sangalo”, “Filme: Titanic”, “Cor predileta: vermelho”. É de vermelho que suas unhas estão pintadas quando ela diz que quer um dia conhecer “um rapaz sincero, amigo e companheiro, que tenha muito amor para dar, sem preconceito”. Todos os dias, ela repete para as enfermeiras, como um mantra: “Eu queria beijar na boca”.


"Ela às vezes me pergunta se poderá um dia recuperar os movimentos. Respondo que não sei. É importante manter a esperança", SÉRGIO CUNHA, médico de Aline

Leia mais em


18/12/09

Deficientes auditivos vencem dificuldades e concluem curso de inglês

Apesar da descrença de muitos, dois alunos receberam o diploma. Ambos se preparam para superar novos desafios

Finalizar o curso de inglês quando 2009 está terminando tem um gosto especial para Rafael Dias Rodrigues, 22 anos, e Elizabete Ferreira de Oliveira, 28. Deficientes auditivos, os dois concluíram o curso de seis anos no Centro Interescolar de Línguas de Brasília (CIL) depois de vários obstáculos. Durante esse tempo, eles contaram com o sistema de inclusão da escola que oferece intérpretes de Libras/português para acompanhar as aulas. Mas neste último semestre, eles tiveram aula com o novo professor Lucas Floriano de Oliveira, 26 anos, também deficiente auditivo, que entende as limitações e foca a educação na condição dos alunos.


Ontem, foi realizada a comemoração de formatura dos dois alunos. Elizabete e Rafael começaram o curso de inglês quando estudavam no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, localizado bem ao lado do centro de línguas. Todos os alunos da escola devem cumprir a disciplina de língua estrangeira moderna no CIL. Mas, ao contrário da maioria dos estudantes com deficiência auditiva, os dois seguiram o curso depois da formatura do ensino médio. E, com muita dedicação e força de vontade, eles venceram mais uma etapa da vida. “Para o surdo, aprender o português já é um desafio. Enfrentar uma terceira língua torna o obstáculo ainda maior”, disse Giuliana Evangelista, a intérprete da linguagem de Libras no CIL. “As turmas especiais do básico e intermediário chegam a 15 alunos. Mas com o passar do tempo, as turmas diminuem. Muitos acreditam que não vão conseguir”, explicou.


Elizabete sempre pensou ao contrário. Ela correu atrás de uma oportunidade de estudar inglês: deixou escolas em Santa Maria e Gama em busca da formação. Na época em que ela cursava o ensino médio, apenas o Plano Piloto oferecia ensino diferenciado aos portadores de necessidades especiais. Ela foi criticada por muitos amigos que acreditavam não haver condições de aprendizado por um deficiente auditivo.


“Não me importei, eu não ligava para a opinião dos outros. A vida é minha e eu decidi continuar”, contou. Ela não imaginava que um dia concluiria o curso. Hoje, a realidade e parece mais um sonho. “Eu me sinto muito bem agora. O próximo passo é fazer uma faculdade de artes, mas em questão de língua, estou satisfeita com o inglês”, disse.


A auxiliar de biblioteca adquiriu a deficiência auditiva ainda quando criança devido a uma meningite mal cuidada. Sempre determinada, enfrentou todas as dificuldade que, aos poucos, cruzavam seu caminho. Durante quase toda a vida escolar, ela aprendeu as matérias por esforço próprio. Os professores não tinham conhecimento de Libras e voltavam à aula apenas para os ouvintes. Bete era obrigada a procurar reforço na parte da tarde. Em alguns semestres de cursos de inglês, a mesma coisa: “Um professor explicava de uma forma confusa. Falava demais e fazia de menos. Eu desprezava o oral e fazia só os exercícios escritos”.


Colega de classe com Elizabete, Rafael nasceu surdo. O parto, que estava marcado para as 10h do sábado, foi realizado quase um dia depois. Sem oxigenação necessária no cérebro, ele ficou sob observação em uma incubadora por 14 dias após o nascimento. Desde pequeno, ele aprendeu libras e contou com o apoio da família. “Ele não desiste nunca”, contou o pai, Dionísio Rodrigues dos Santos, 53 anos. Orgulhoso, ele conta parte dos sonhos do filho de cursar algo voltado para contabilidade ou matemática. Atualmente, Rafael trabalha no Superior Tribunal de Justiça (STJ) digitalizando processos. “Ele sempre gostou de ser independente. Faz tudo sozinho. E não quer parar de estudar. Quando pergunto se ele vai dar um tempo, ele responde que vai estudar até quando não puder mais”, disse.



Leia mais em

16/12/09

Parada Disney em São Paulo



A Nestlé Brasil convida a população paulista para acompanhar a fantástica Parada Disney, que acontece dia 20 de dezembro, domingo, às 10h. Realizada pela Maior Entretenimento, a Parada irá percorrer cerca de 3 km no bairro de Santana. A saída será na Av. Olavo Fontoura – próximo da dispersão do Sambódromo -, contornando a Praça Campo de Bagatelle, seguindo pela  Av. Santos Dumont. A chegada será próxima à base da GCM (Guarda Civil Municipal).

 Sobre a Parada Disney

Um grande desfile com toda a magia dos personagens Disney, com 7 carros alegóricos e mais 9 veículos, totalizando aproximadamente um quilômetro de atrações. A direção artística é supervisionada pela equipe própria da Disney, mantendo a fidelidade, a riqueza dos detalhes e o padrão consagrado mundialmente.

Personagens Disney

O desfile é um convite ao universo mágico da Disney. Pato Donald abrirá a Parada de São Paulo. Participam ainda os carros alegóricos ou veículos de A Bela e a Fera, Lilo & Stitch, A Pequena Sereia, Vilões da Disney, O Barco do Peter Pan, Fadas, Manny Mãos à Obra, Ursinho Pooh, Piratas do Caribe, Mogli – O Menino Lobo, Toy Story, O Rei Leão, Princesas, High School Musical e Mickey Mouse e seus Amigos.


Informações importantes sobre o evento

Cidade: São Paulo
Data: 20 de dezembro de 2009 (domingo)
Local: Av. Olavo Fontoura, Praça Campo de Bagatele e Av. Santos Dumont (Sambódromo)
Início da Parada: 10h
Duração: 1h30

Área para portadores de necessidades especiais:

O acesso será pela  praça  Hérois da Feb,  onde  haverá um corredor  de grades exclusivo para  conduzir  as pessoas até o local.
O espaço terá banheiro químico – PNE e Básico, segurança  e  brigadistas. O acesso será feito por rampas.

Travessias:

A área por onde passará a Parada terá seu trânsito interrompido e será gradeada em todo o seu percurso. Existem 8 pontos de travessia que serão gradativamente fechados conforme a evolução da Parada e reabertos após a passagem.
1 – Av. Olavo Fontoura, próximo ao portão 29 (sambódromo);
2 – Av. Olavo Fontoura, em frente a Rua Milton Rodrigues;
3 – Av. Olavo Fontoura, em frente ao portão 1 do Centro de Convenções Anhembi;
4 – Av. Olavo Fontoura, em frente ao portão 2 (Churrascaria Anhembi);
5 – Praça Campo de Bagatelle com Av. Santos Dumont, sentido centro;
6 – Praça Campo de Bagatelle com a Rua Paineira do Campo;
7 – Av. Santos Dumont com a Rua Santa Eulália;
8  – Av. Santos Dumont com a Av. General Pedro Leon.

Banheiros:

Na área de público serão colocados  330 banheiros químicos divididos, em 30 blocos com 11 cabines em cada, sendo 5 masculinos, 5 femininos e 1 para portadores de necessidades especiais.
As ilhas de banheiros estarão posicionadas em todo o percurso.

Ilhas de atendimento ao público:

Serão três ilhas de atendimento que concentrarão postos médicos, central de monitoramento, central de atendimento a crianças perdidas, produção, achados e perdidos e informações ao público.
Ilha 01 – Av. Olavo Fontoura com a Rua Milton Rodrigues
Ilha 02 – Praça Campo de Bagatelle com a Rua Paineira do Campo
Ilha 03 – Av. Santos Dumont com a Av. General Pedro Leon

Interdições da CET:

Áreas que serão interditadas  para circulação e estacionamento, das 00:00 do dia 19/12 às 13:00 do dia 20/12/09.
- Av. Olavo Fontoura
- Rua Milton Rodrigues
- Rua Paineira do Campo
- Rua Santa Eulália
- Av. General Pedro Leon
- Av. Santos Dumont
- Praça Campo de Bagatelle (interdição somente a partir das 08:00 do dia 20/12)

Metrô:

Existem 3 estações de metrô próximas ao local da Parada. Localizadas na Av. Cruzeiro do Sul, funcionam aos domingos das 05:00 às 24:00 horas:
- Metrô Santana
- Metrô Carandiru
- Metrô Tietê

Estacionamento:

Não haverá bolsões de estacionamento. Sugerimos que o público use serviços de transporte público.
 

As Cores dos Amigos



Há o Amigo "cor verde" : é aquele que em tudo ressalta a beleza da Vida e põe esperança nela.
Ele nos ergue !


Há o Amigo "cor azul" : ele sempre traz palavras de paz e de serenidade,
dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, de que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar.
Ele nos eleva !


Há o Amigo "cor amarela" : ele nos aquece, assim como o sol;
faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos


Há o Amigo "cor vermelha" : é aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue.
Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor.


Há o Amigo "cor laranja" : ele nos traz a sensação de vigor, saúde,
enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento. 


Há o Amigo "cor cinza" : ele nos ensina o silêncio, a internalização e o autoconhecimento.
É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda-nos a nos aprofundarmos em nós mesmos.


Há o Amigo "cor roxa" : ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos.
Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria.   


Há o Amigo "cor preta" : ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras,
atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida. 


... E há o Amigo "cor branca" : esse nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos.
Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros, têm verdades aprendidas para partilhar conosco.



Se reunirmos a todos num Grande Encontro, veremos um arco-íris de Amor !

Minha vida é extremamente colorida, estou rodeada de grandes amigos!!!!!!! E é assim que tem que ser... quanto mais amigos conquistarmos, mais felizes e coloridos seremos.


15/12/09

MP3 para deficientes auditivos

Ainda é só uma idéia e não está sendo comercializado, mais achei muito interessante...



O designer Sungwoo Park criou um MP3 Player conceitual para que deficientes auditivos possam sentir a música.

O SOUNZZZ transforma a música numa série de vibrações e luzes que permitem ao deficiente auditivo ter a sensação da música. O SOUNZZZ não é rígido e foi criado para ser abraçado, assim o usuário pode sentir todas as vibrações musicais. Muito legal!

O SOUNZZZ é apenas um conceito e, por enquanto, não está sendo produzido comercialmente.

Veja outros gadgets médicos aqui no Digital Drops.




 


Tomara que esse projeto saia do papel e torna-se realidade!!!!

Fonte: Digital Drops

Rumo ao Mercado


O Instituto Paradigma, em parceria com o Instituto Camargo Corrêa e a CNEC Engenharia, entrega na próxima quinta-feira, 17, o certificado de conclusão do curso de qualificação profissional do projeto Preparar para Incluir, destinado a pessoas com deficiência residentes na Zona Sul, em São Paulo. A cerimônia terá início às 8h30, na Casa Popular de Cultura M´Boi Mirim (Rua Inácio Dias da Silva, s/n, próximo à Praça da Piraporinha e à estrada M´Boi Mirim), com a presença de Francisco Azevedo, diretor executivo do Instituto Camargo Correa, José Ayres de Campos, superintendente da CNEC Engenharia, Luiza Russo, presidente do Instituto Paradigma, e Thais Certain, mediadora.

O curso teve início em maio deste ano, desdobrando-se por três turmas que totalizaram 60 pessoas. Destas, 41 chegaram ao final dos módulos e vão receber o certificado. Segundo os organizadores, uma das principais conquistas deste projeto foi a articulação das oportunidades existentes na região, ampliando as possibilidades de trabalho e geração de renda aos alunos. "Eles puderam entrar em contato com oficinas e projetos locais de acordo com seu próprio interesse (panificação, artesanato, marcenaria etc.). 


Em contrapartida, essas organizações puderam encaminhar alguns de seus beneficiários para o módulo de empreendedorismo do projeto Preparar para Incluir, numa verdadeira troca de conhecimento e de oportunidades", afirma Luiza Russo, presidente do Instituto Paradigma. Segundo ela, a articulação de uma rede de organizações na região permitiu disseminar um ambiente de aprendizagem inclusivo e ampliar as experiências destas organizações em relação à convivência com as pessoas com deficiência nos seus projetos. "Além disso, a constituição da rede possibilita a sustentabilidade da prática proposta pelo Preparar para Incluir e sua continuidade, independente da continuidade do próprio projeto", explica.

"Sabemos da dificuldade das empresas em cumprir a legislação. Com este projeto, estamos colaborando duplamente com a sociedade ao capacitar pessoas e, ao mesmo tempo, pessoas com deficiência", diz José Ayres de Campos, diretor-executivo da CNEC Engenharia. Segundo Francisco Azevedo, diretor executivo do Instituto Camargo Corrêa, "Com certeza esses alunos estão saindo daqui com uma perspectiva de futuro maior do que entraram, pois além de capacitar para o trabalho formal, o curso também prepara o aluno para empreender negócios próprios".

O projeto Preparar para Incluir integra o Programa Futuro Ideal, realizado pelo Instituto Camargo Corrêa em outras 21 cidades brasileiras e em Luanda, em Angola, cujo foco é oferecer oportunidade de inserção do público juvenil no mercado de trabalho.

Entrega de certificados de conclusão do Projeto Preparar para Incluir
Dia 17 de dezembro, a partir das 8h30
Casa Popular de Cultura M´Boi Mirim
Rua Inácio Dias da Silva, s/n, próximo à Praça da Piraporinha e à estrada M´Boi Mirim


Fonte: Boletim Sentidos



O livro que fala

O mercado de audiolivros brasileiro cresceu nos últimos anos

O que prende mais a sua atenção: ler um livro ou escutá-lo? Os mais tradicionais diriam ler um livro. Mas um audiolivro também pode entreter muito, desde que seu conteúdo seja interessante e a narração, boa. Ela (a narração) está para o audiolivro assim como a edição ou a tradução estão para uma obra-prima da literatura.

O mercado brasileiro que se forma em torno dessa nova mídia quer aliar títulos famosos a vozes conhecidas. Entre os audiolivros mais vendidos, das poucas editoras especializadas que atuam no país, estão obras-primas e best-sellers, grande parte narrada por atores, personalidades ou os próprios autores, como Antônio Fagundes, Nelson Motta, Ana Maria Braga, Glória Kalil e Marília Pêra. Eles têm de se exercitar: não podem fazer nem uma leitura muito teatral, nem muito distante. Ela deve ser suficiente.

O audiolivro é um bom presente para o Natal: custa barato (cerca de R$ 25) e parece ser a aposta do mercado editorial para os próximos anos. "O principal fator que move esse consumidor é a falta de tempo", diz Sandra Silvério, diretora da Livro Falante. Ela vendeu uma editora de revistas em 2004 para investir tudo no novo mercado e hoje tem 20 títulos. Em sua visão, se ficar no trânsito é inevitável, dedique esse "tempo perdido" à necessidade e ao prazer de ler. "Uma boa história ou um assunto interessante pode entreter completamente um motorista que, sem uma distração, poderia ficar bastante angustiado num congestionamento", diz Sandra.

Há aqueles que adotaram o novo formato para usar em academias, no ônibus, na fila do banco, enquanto corre no parque ou na espera no aeroporto. Parece não importar muito o local: a portabilidade que o audiolivro oferece é muito maior que a de um livro. Pessoas com dificuldade de leitura, que usam óculos ou são idosas, também contam com essa alternativa.

Não se trata, aqui, apenas de audiolivros sobre temas religiosos (a Bíblia falada ou espíritas) ou infantis (quem se lembra das historinhas em fitas cassete das décadas de 70 e 80?), mas de títulos procurados por leitores assíduos ou estudantes. Poemas Completos de Alberto Caeiro, do heterônimo de Fernando Pessoa, é o audiolivro mais vendido da Livro Sonoro. Segundo o diretor da empresa, Luiz Carlos Gioia, a poesia é um gênero bem apreciado por esse tipo de consumidor. O fato do livro constar da lista de muitos vestibulares também aumenta sua procura. Dos 12 audiolivros publicados pela editora, seis são da Coleção Vestibular e têm liderado as vendas. Também são muito procurados os que abordam concursos, negócios, finanças e economia doméstica.

Se antigamente um audiolivro era caro - em fita cassete e, depois, na época em que o CD era caro - e geralmente importado, hoje a tecnologia é muito mais barata. "Com a compressão de arquivos de áudio (em mp3, por exemplo) e a possibilidade de venda via download na internet, o custo para a venda de audiolivros caiu muito, e o Brasil pode deslanchar nesse sentido", diz Sandra, da Livro Falante. É no que aposta Marco Giroto, dono da Audiolivro, que vende 50 mil títulos por mês e abriu a primeira audiolivraria brasileira, em São Paulo. "Começamos com sete títulos e três anos depois temos 100. Entre vendas e faturamento, o crescimento foi de 150% ao ano", afirma o empresário, que tem a vontade de fundar a Associação de Editoras de Audiolivros em Língua Portuguesa, em que farão parte editoras do Brasil e Portugal, para que dados de mercado sejam apurados. Hoje, nem a Câmara Brasileira do Livro nem a Agência Brasileira do ISBN (da Fundação Biblioteca Nacional) possuem dados de quantos audiolivros são comercializados no país.

Nos Estados Unidos, onde esse mercado é maduro (bem como na Inglaterra e na Alemanha), o hábito de escutar livros é muito mais apurado que no Brasil. Uma pesquisa feita pela Audio Publishers Association (APA) em 2008 mostrou que 28% dos americanos haviam escutado audiolivros no ano anterior, em que o volume de vendas com o produto passou de US$ 1 bilhão. Esses leitores são consumidores assíduos de livros impressos: 92% disseram ter lido livros no mesmo período e um terço deles leu 16 ou mais títulos. "O audiolivro não vai concorrer com o livro impresso", diz Cristina Albuquerque, diretora de operações da Plugme, novo braço da Ediouro dedicado ao audiolivro e criado em setembro de 2008. Até o fim de 2009, terá lançado 50 títulos em CD e 70 para downloads. "Os americanos têm 50 mil títulos de audiolivro à disposição na Amazon e várias lojas especializadas, algumas delas até alugam pela web", afirma Cristina, que lança os audiolivros na internet antes de levá-los às livrarias.

Os números prometem no Brasil. De acordo com o estudo "Retratos da Leitura no Brasil", feito pelo Instituto Pró Livro no ano passado, 3% da população brasileira que lê (95, 6 milhões) aderiram ao audiolivro. Pode ser uma pequena porcentagem, mas representa 2,8 milhões de pessoas. É animador. "Pretendemos produzir um audiobook a cada 45 dias, mas com nível de excelência que agrade o ouvinte", afirma o diretor da Livro Sonoro. "Estamos inovando na produção do clássico O cortiço, de Aloísio Azevedo. Mais de 20 personagens interpretarão uma espécie de radionovela", diz Gioia. A produção consumirá oito meses e o lançamento está prometido para fevereiro.

Segundo Paulo Lago, diretor da editora Nossa Cultura, que tem 43 títulos, 2009 foi o ano de transição. "A visibilidade do produto aumentou nas livrarias, que hoje já destinam um espaço especial para esse formato. A entrada de outros grandes grupos editoriais brasileiros nesse segmento também ajudou na divulgação do formato", afirma. Em dezembro, a editora lancará O Tigre Branco, do escritor indiano Aravind Adiga e que foi eleito o melhor audiolivro de 2009 nos Estados Unidos pela APA. É um caminho, também, para atrair a atenção de não-leitores para o hábito de ler.

Fonte: Boletim Sentidos

Instituto do Câncer recruta voluntários para auxiliar pacientes

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), ligado à Secretaria da Saúde, está recrutando dez voluntários para trabalhar na unidade. Quem quiser participar deve entrar em contato com a Associação dos Voluntários do HC pelo telefone (11) 3069-6342. O candidato passa por uma entrevista, treinamento e deve dispor de pelo menos seis horas por semana para o trabalho.

Atualmente, o instituto conta com 20 voluntários, sendo 18 mulheres e dois homens que, junto com uma equipe interdisciplinar, formada por assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas e médicos, dedicam parte de seu tempo para atender as necessidades momentâneas dos pacientes e acompanhantes.

Fonte: UOL

14/12/09

Criar filhos com necessidades especiais

Algumas famílias que tem filhos especiais talvez o ignorem por achar que eles são um caso isolado, ou ficam alimentando pensamentos negativos como: por que isso tinha que acontecer logo comigo ou na minha família. Porém pessoas que pensam dessa forma estão enganadas e não sabem de uma verdade que um terço da população da terra tem alguma forma de retardamento mental.

E essa deficiência pode ser causada por vários fatores, como por exemplo: problemas genéticos, lesões no nascimento, infecções cerebrais durante a infância, falta de nutrientes e exposição a drogas, a álcool ou a produtos químicos. Na maioria dos casos, porém, as causas são desconhecidas.

Diante dessa situação surgem duas perguntas intrigantes: Como é ser pai ou mãe de uma criança com necessidades especiais? Como esses pais podem ser ajudados? 

Na verdade o desafio começa quando os pais descobrem que seu filho tem uma deficiência mental, a partir daí o primeiro passo é obter informações sobre a deficiência de seu filho, sobre as ajudas disponíveis como instituições adequadas para eles, e sobre as coisas especificas que você pode fazer para ajudar a criança a se desenvolver o máximo possível, conta Angelita,  mãe de um filho especial e que ajuda tanto ele quanto outras crianças a terem maior desenvolvimento por participar junto com eles em atividades educativas na AAMEEP (associação de atendimento multiprofissonal nas áreas de fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, psicopedagogia e oficinas de capacitação, localizado na cidade de Osasco-SP), uma instituição onde o objetivo e ajudar essas crianças a terem maior capacidade de aprendizado e desenvolvimento.

Um segundo passo, é os pais terem uma atitude positiva e ficarem tranqüilos por saber que, na maior parte dos casos, a criança não está sofrendo muito pelo contrário a maioria pode se feliz, gostar de companhia, de músicas, de certos esportes, de alimentos gostosos e de amigos. Embora consigam realizar menos coisas e vivam num mundo menos de que as crianças normais, elas em geral sentem-se mais felizes em sua cabana do que as crianças normais em seu castelo.

Terceiro passo são os pais terem orgulho do que seus filhos conseguem realizar com muito esforço tanto para os pais como para os filhos, cada tarefa aprendida é como chegar ao topo de uma montanha e ser recompensado com uma bela vista. Além disso, as crianças com deficiência mental não permanecem crianças para sempre se tornam adultos com deficiência mental.

Assim, o quarto ponto são os pais ajuda-las a não ser mais dependentes do que o necessário. No entanto, amigos e parentes também podem ajudar, por conversar com a criança especial de modo inteligente e sincero, e elogiar os esforços que os pais estão fazendo, além de participar em atividades junto com eles.

Enfim, os pais não devem esperar ou exigir demais de seus filhos, pois cada criança tem um potencial diferente. Antes tanto pais como amigos e parentes precisam de muita paciência e perseverança para dar a atenção que a criança especial necessita e fazer com que ela se sinta amada e, viva a harmonia em família, feliz.

Fonte: AAMEEP


Relato de experiência profissional com aluno com autismo

Depoimento da educadora Myrian de Rezende Martins, professora da Prefeitura de Taboão da Serra – EMI Franjinha





Minha experiência com o aluno Pedro (autista) começou em 2008, quando juntamente com a Auxiliar de Desenvolvimento Infantil Ednea (Néa), recebemos na sala de Jardim II este aluno que, juntamente com os demais, necessitava de nosso carinho, dedicação, atenção e ensinamentos.

O Pedro era diferente dos demais do grupo, pois, apesar dos seus 5 anos não falava , fugia da sala e não interagia com os demais colegas, mostrando uma extrema agitação .

Ao longo do ano letivo eu e a Néa fomos juntas construindo saberes, pesquisando e conquistando o Pedro para que pudesse avançar, dentro de suas potencialidades. Nossa prioridade era que ele aprendesse a brincar, a interagir com os colegas e também que compreendesse as regras sociais e a rotina da sala e da escola.

Durante este tempo fui dialogando com a mãe sobre a importância da integração da família com a escola e ela pôde me dar importantes dicas de como melhor agir com o Pedro.

Os demais alunos se tornaram pequenos professores do Pedro e colaboravam conosco, ensinando e estimulando o Pedro a se envolver nas brincadeiras e demais atividades e ele a cada dia apresentava progressos e se integrava com as atividades e a rotina da escola.

Ao final do ano, juntamente com a equipe de inclusão da Secretaria de Educação do município foi decidido que o Pedro permaneceria por mais um ano na Educação Infantil, de modo que pudesse desenvolver a linguagem oral, aperfeiçoar o entrosamento social e também pudesse nos dar mais subsídios para que pudéssemos contribuir ainda mais para o seu desenvolvimento cognitivo.

Ao longo de 2009, pudemos colher de fato os frutos de um árduo trabalho, envolvendo as pessoas que criaram vínculos, as ações às vezes intuitivas, às vezes pesquisadas, muitas observações transformadas em ações, oferecendo ao aluno caminhos para o seu desenvolvimento. Atualmente o Pedro fala frases simples, interage melhor com os colegas e funcionários, participou da festa junina, dançando com a turma, o que emocionou a todos, reconhece seu nome e conta até 10. Sua mãe é muito participativa.

Enfim, o Pedro é um aluno que nos desafiou, mas que também nos trouxe a chance de perceber o quanto é possível oferecer a estes alunos, que por tantas vezes são discriminados . O Pedro não só nos ofereceu a condição de acreditar na inclusão como também nos fez sentir educadores inclusivos, pois, como educadores somos tão capazes que muitas vezes desconhecemos nosso potencial inclusivo. Enfatizo que sou professora sem especialização em educação especial, apenas acredito que é possível dar a todos a mesma oportunidade! Assim como fizemos com o nosso Pedro.

A inclusão não é uma tarefa fácil para os pais e nem para os professores, mas se existir um pouquinho de boa vontade, pode-se colher belos frutos!!!!

Fonte: Rede Saci